Bandidos “justiceiros”

Criminosos são penalizados com tiros na mão

Caso cometam assaltos em áreas demarcadas como proibidas por facções criminosas. O último caso aconteceu no Parque Jair, em São José de Ribamar

Reprodução

Desde o começo do mês vários vídeos circulam na internet, onde bandidos “justiceiros”, vão à busca de punir criminosos que cometem assaltos em área demarcada como proibida – onde os integrantes de facções criminosas atuam. Nesta semana, um vídeo de uma quadrilha do Parque Jair, bairro que fica na cidade de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís, onde mostra como a “justiça” acontece com quem ultrapassa as ordens dos “manda chuvas”.

Segundo o delegado Jader Alves, titular da Delegacia Especial de São José de Ribamar, investigações estão sendo feitas para combater a justiça ilegal desses criminosos. Em vários bairros da região metropolitana de São Luís é bastante evidente que as facções criminosas coíbem os assaltos nos locais onde atuam, até para ganhar o respeito da comunidade, além de afastar a polícia do local.
O ato agora está acontecendo contra membros da própria quadrilha que assaltam, furtam ou matam pessoas de suas áreas. Para puní-los os chefes dessas quadrilhas atiram nas mãos ou pés de quem não cumpre as regras.


Segundo delegado Jader Alves, a polícia está realizando ações para combater esse tipo de “justiça”. “Mesmo que sejam bandidos, a polícia está aqui para defender e proteger a vida das pessoas. Nos próximos dias pretendemos está solucionando e identificando os possíveis ‘justiceiros’ que vem espalhando o terrorismo”, disse o delegado.

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Na semana passada, a Polícia Civil do MA, na DP Especial de São José de Ribamar, apreendeu uma adolescente de 16 anos, após cometer assalto com um comparsa no município. Ao chegar à delegacia foi visto que na mão da garota estaria com alguns pinos ortopédicos, ela foi interrogada pela polícia e confessou ter sido uma dívida que ela teria com os “justiceiros”. “Ela afirmou que havia cometido um assalto em uma área proibida. Porém, ela ainda recusa falar quem cometeu isso com ela, porque caso ela entregue ou cometa de novo esse roubo, ela será morta, segundo ela. Quando a menor chegou aqui na delegacia, não conseguiu nem sequer assinar devido a deficiência na mão”, disse o delegado Jader Alves.

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